Para Zoé a única.
Olá Amiguinha, há muito tempo eu não te escrevo, não por falta de tempo, mas por uma certa preguiça que me abate e mesmo com vontade de escrever eu não escrevo. Mas que importa o que significa isso?
Bem amiguinha eu não sei se você sabe, mas hoje nos vamos talvez ao MIS, ou talvez não, ou sei lá... O que realmente importa o que vale a pena mesmo é que nos vamos nos ver, nos beijar e sair de mãos dadas pela noite, seguindo o vento que beija o teu cabelo se orientando pela estrela que brilha nos teus olhos.
Sabe, ontem você me assustou com aquela conversa de morrer, e eu pensei no que faria se você morresse. Eu provavelmente teria dois caminhos, no primeiro eu entraria num mosteiro e nunca mais sairia de lá, dedicando o meu tempo somente ao sofrimento, a dor e também a contemplação religiosa. No segundo eu iria comprar um litro de 51, alguns limões e sal, subiria no prédio do Banespa ou algum outro edifício que fosse alto, tomaria o 51 como se fosse tequila, para descer mais fácil e depois que eu estivesse embriagado, pularia do prédio para se espatifar no chão, e se é que existe mesmo alguma alma que sobrevive a morte do corpo, eu iria tentar encontrar a sua, onde quer que ela estivesse.
Terrível não?
Tem uma passagem da Divina Comédia do Dante, em que ele está no inferno e encontra um casal adultero que rodopiam eternamente numa ventania e tentam em vão se abraçar, pois o vento os afastava e impedia que os amantes se encontrassem.
Amiguinha, eu acredito que o meu amor consegue vencer o tempo, o tédio e até morte, o monumental beijo de fogo é a prova incontestável disso, ele demonstra a característica absurda, atemporal e mística da totalidade andrógina.
Um super beijo (não o de fogo, pois ele foi único em nossa vida) bem no seu coração.
Roman
haha, seu blog é genial!!!! ótima ideia vc teve!!! Adorei, passarei por aqui d vez em qndo!
ResponderExcluir