terça-feira, 30 de novembro de 2010

Roman Nosivied – 26/07/2005

São P... Ah, você sabe de onde eu falo!
Olá amiguinha, hoje é uma data curiosa, ou melhor, tenebrosa, hoje está fazendo nove anos que minha mãe morreu e também é hoje o nosso último dia de uma certa forma de relação.
Você está cansada de saber que eu sentirei saudade das nossas conversas por telefone que alegraram tanto as minhas noites e que eu sinto um cala frio terrível percorrendo todo o meu corpo só de pensar que você pode ir embora da minha vida para sempre, me deixando seco, murcho, sem cor e sem sabor, como quem perde o frescor, o viço, a beleza, o brilho e a alegria.
Agora são mais ou menos 02h10minh, eu vou arrumar a casa, tomar um banho, almoçar, colocar esta carta no correio, ir para o horto, passar na floricultura para perguntar a respeito de uma plantinha que dá uma flor chamada E... e depois ir para o Tucuruvi pois as 18:45h eu tenho um encontro lá na praça da subprefeitura com uma pessoa maravilhosa que é dona de todo o meu amor, advinha quem é?
Eu estou escutando nesse exato momento uma música que tem uma letra muito sugestiva, vou copiar um trecho:
“Nossa luz foi apagada
Quem sabe um dia a gente possa se entender
Se a poesia da paixão reacender”
Bonito não é, mas muito triste.
Bem amiguinha, por hoje chega, se algum dia você se lembrar de mim e quiser me ligar, me liga tá. Só não me avisa quando, ligue de repente, pois eu não estarei esperando.
Do maior louco, demente, desvairado, insano e maluco de amor por você...
Roman

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