Mais próxima do chão posso colher minha idéia tão simples que nasce feito grama, feito ferida banhada nas águas do açude semi-seco. Por quem me tomas¿ seu pensamento não pode revelar os meus segredos.
Peço que me ouças, não pelas palavras, mas por outros sons.
Não tento me justificar, quero apenas me mostrar um pouquinho.
Que isto fique nas Memórias, esta eu só te empresto, te canto, diferente das outras tantas que não sei se reconheces o valor.
É a primeira vez que escrevo para alguém em minhas notas, e guarde para ti:
Jamais ei de querer desatar os nós que a fada inerte e triste teceu em seus tempos de glória. Se buscas por mim, também busco por ti, faminta, porém recôndida. E virá meu “boa noite” cheio de estrelas só para você. Eis que o chá me espera enquanto te espero.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Zoé - 17/07/05 – 2h32
Não dá pra entender porque algumas coisas acontecem. Questionar a origem de um sentimento é como os questionamentos das crianças, tão inimagináveis quanto possíveis.
Seria mais fácil explicar porque o céu é azul. Afinal, algum cientista com certeza falou da propagação de gases aliado a percepção de luz que os olhos enxergam: azul é o céu!
Não posso descrever algo que não sei de onde vem... boa época em que eu podia ser poetisa.
Quando digo que a melancolia é boa, é somente porque é mais fácil explicar.
O que os olhos vêem¿ bocas e seios, pelos e rosas.
E os narizes, o que sentem¿ aromas, perfumes variados, odores atraentes ou repulsivos, nostálgicos.
Ouvidos ouvem músicas especiais ou irrelevantes, tocantes ou tocadas.
Línguas lambem, diferem, confundem, regalam, propõem...
Mãos, rostos e pernas sentem todo o toque, roçam e pedem, sentem, se arrepiam, provam. Quem nunca provou um toque¿
Aliados estes sentidos formam uma imagem física.
E o que seria o sexto sentido senão a união dos outros cinco recebendo tempero e sendo misturados em um caldeirão com muitas coisas onde tudo se bagunça¿
Nas primeiras aulas de química aprendemos que um bolo é um composto homogêneo que não pode ser simplesmente fragmentado voltando ao estado original de seus ingredientes. Quanto a nós humanos é o mesmo, tentar fragmentar nossos seres não leva a nada.
O sentimento de que tudo está completo é aterrorizante, pode tornar-se cansativo.
O temor e a insanidade fazem parte deste sexto sentido que não ouso nomear.
É o fascínio de explorar, querer sentir minimamente as alterações ao seu redor.
Seria mais fácil explicar porque o céu é azul. Afinal, algum cientista com certeza falou da propagação de gases aliado a percepção de luz que os olhos enxergam: azul é o céu!
Não posso descrever algo que não sei de onde vem... boa época em que eu podia ser poetisa.
Quando digo que a melancolia é boa, é somente porque é mais fácil explicar.
O que os olhos vêem¿ bocas e seios, pelos e rosas.
E os narizes, o que sentem¿ aromas, perfumes variados, odores atraentes ou repulsivos, nostálgicos.
Ouvidos ouvem músicas especiais ou irrelevantes, tocantes ou tocadas.
Línguas lambem, diferem, confundem, regalam, propõem...
Mãos, rostos e pernas sentem todo o toque, roçam e pedem, sentem, se arrepiam, provam. Quem nunca provou um toque¿
Aliados estes sentidos formam uma imagem física.
E o que seria o sexto sentido senão a união dos outros cinco recebendo tempero e sendo misturados em um caldeirão com muitas coisas onde tudo se bagunça¿
Nas primeiras aulas de química aprendemos que um bolo é um composto homogêneo que não pode ser simplesmente fragmentado voltando ao estado original de seus ingredientes. Quanto a nós humanos é o mesmo, tentar fragmentar nossos seres não leva a nada.
O sentimento de que tudo está completo é aterrorizante, pode tornar-se cansativo.
O temor e a insanidade fazem parte deste sexto sentido que não ouso nomear.
É o fascínio de explorar, querer sentir minimamente as alterações ao seu redor.
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